A Felicidade Está no Agora.


O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN

Há uns 2 anos atrás, acordei ás 02:30h da manhã e fiquei sem sono. E, por acaso, zapeando na televisão, vi um filme francês passando na Band, parecido com aqueles Filmes tipo “B” com produção bem feita. Assisti uns 20 minutos até o fim, mas fiquei curioso para alugá-lo.

E, realmente, é um dos melhores filmes que já vi. Mistura romance, drama, comédia, um ar infantil na mesma história. Destaque para a bela atuação de Audrey Tautou, que faz o Código Da Vinci com Tom Hanks.

SINOPSE

Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

 

"...Estranho o destino dessa jovem mulher,

privada dela mesma,

porém,

tão sensível ao charme das coisas simples da vida..."

 



Escrito por João Paulo / Alexandre Silva às 10h01
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DANCEM MACACOS, DANCEM

Contraditório, provocador, interessante!

Alguns adjetivos podem definir o vídeo que fez um relativo sucesso no youtube.

"Dance Monkeys, Dance" vale a pena ser visto.



Escrito por João Paulo / Alexandre Silva às 09h37
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COMO A TV AFETA SUA MENTE

Video educativo que explica de forma clara como o aparelho de TV altera a química do cérebro humano.

Preste atenção no detalhe sobre frequência de ondas cerebrais, no estado em que o cérebro fica em estado de Alfa.

É Interessante e assustador.



Escrito por João Paulo / Alexandre Silva às 09h29
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NELSON MANDELA,

EXERCÍCIO DA PACIÊNCIA

 

 

Preso por lutar contra o apartheid, Nelson Mandela passou vinte e sete anos em prisões da África do Sul. Apesar de viver durante todos esses longos anos em condições degradantes de abuso e de falta de comida (quando chegou à infame prisão de Robbins Island, os guardas urinavam em cima dele e diziam “Você vai morrer aqui”), ele nunca se voltou contra os brancos. Nunca desistiu do sonho de uma sociedade em que negros e brancos pudessem viver em liberdade e harmonia, e nunca perdeu a esperança de um dia ser libertado.

Escreveu um diário que mantinha na prisão: “Um dia voltarei a sentir a grama sob meus pés e caminharei a sol como um homem livre.” Para ele, a esperança significava “manter a cabeça voltada para o sol e os pés se movendo para a frente. Houve muitos momentos de desespero em que a minha fé na humanidade foi severamente testada, mas eu não podia me entregar ao desespero”.

Na tribo de Mandela são os avós que dão nome aos netos. Quando nasceu sua neta, ele, que não vira a filha por quase duas décadas, deu-lhe o nome de Azwie – Esperança – “Esse nome tinha um significado especial para mim”, escreveu em sua autobiografia Longo caminho para a liberdade, “porque durante todos os meus anos na prisão a esperança nunca me abandonou. Eu tinha certeza de essa criança faria parte de uma nova geração de sul-africanos para os quais o partheid seria uma memória distante”.

Após dez mil dias, aos setenta e um anos, Nelson Mandela foi finalmente libertado e partiu para conduzir a África do Sul a uma verdadeira democracia, sem o extenso assassinato de brancos por negros que a minoritária população branca temia. “Nunca deixei de acreditar que essa grande transformação ocorreria”, disse Mandela. “Eu sempre soube que no fundo de todos os corações humanos há compaixão e generosidade... A bondade humana é uma chama que pode ser abafada, mas jamais extinta”.

A vida de Nelson Mandela é um dos maiores exemplos do poder da paciência. Com clama e persistência, ele ajudou a realizar um milagre para si mesmo e para os outros 43 milhões de negros e brancos que vivem na áfrica do Sul. Em seu discurso de posse como presidente, ele elogiou “as pessoas simples e humildes deste país. Vocês demonstraram uma grande calma e paciente determinação para reivindicar este país como seu”.

Sob extrema pressão, Nelson Mandela se valeu de algo vital no espírito humano: a capacidade de ter esperança que nos permite trabalhar pacientemente por um objetivo que talvez nunca seja alcançado.

 

 

FONTE: http://piquiri.blogspot.com/2007/04/o-poder-da-pacincia.html 

 



Escrito por João Paulo / Alexandre Silva às 13h26
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    TABACARIA

    Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

    Janelas do meu quarto,
    Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
    (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
    Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
    Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
    Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
    Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
    Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
    Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

    Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
    Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
    E não tivesse mais irmandade com as coisas
    Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
    A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
    De dentro da minha cabeça,
    E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

    Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
    Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
    À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
    E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

    Falhei em tudo.
    Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
    A aprendizagem que me deram,
    Desci dela pela janela das traseiras da casa.
    Fui até ao campo com grandes propósitos.
    Mas lá encontrei só ervas e árvores,
    E quando havia gente era igual à outra.
    Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

    Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
    Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
    E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
    Gênio? Neste momento
    Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
    E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
    Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
    Não, não creio em mim.
    Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
    Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
    Não, nem em mim...
    Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
    Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
    Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
    Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
    E quem sabe se realizáveis,
    Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
    O mundo é para quem nasce para o conquistar
    E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
    Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
    Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
    Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
    Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
    Ainda que não more nela;
    Serei sempre o que não nasceu para isso;
    Serei sempre só o que tinha qualidades;
    Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
    E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
    E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
    Crer em mim? Não, nem em nada.
    Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
    O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
    E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
    Escravos cardíacos das estrelas,
    Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
    Mas acordamos e ele é opaco,
    Levantamo-nos e ele é alheio,
    Saímos de casa e ele é a terra inteira,
    Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

    (Come chocolates, pequena;
    Come chocolates!
    Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
    Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
    Come, pequena suja, come!
    Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
    Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
    Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

    Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
    A caligrafia rápida destes versos,
    Pórtico partido para o Impossível.
    Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
    Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
    A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
    E fico em casa sem camisa.

    (Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
    Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
    Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
    Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
    Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
    Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
    Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
    Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
    Meu coração é um balde despejado.
    Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
    A mim mesmo e não encontro nada.
    Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
    Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
    Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
    Vejo os cães que também existem,
    E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
    E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

    Vivi, estudei, amei e até cri,
    E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
    Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
    E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
    (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
    Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
    E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

    Fiz de mim o que não soube
    E o que podia fazer de mim não o fiz.
    O dominó que vesti era errado.
    Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
    Quando quis tirar a máscara,
    Estava pegada à cara.
    Quando a tirei e me vi ao espelho,
    Já tinha envelhecido.
    Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
    Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
    Como um cão tolerado pela gerência
    Por ser inofensivo
    E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

    Essência musical dos meus versos inúteis,
    Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
    E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
    Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
    Como um tapete em que um bêbado tropeça
    Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

    Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
    Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
    E com o desconforto da alma mal-entendendo.
    Ele morrerá e eu morrerei.
    Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
    A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
    Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
    E a língua em que foram escritos os versos.
    Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
    Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
    Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

    Sempre uma coisa defronte da outra,
    Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
    Sempre o impossível tão estúpido como o real,
    Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
    Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

    Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
    E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
    Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
    E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

    Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
    E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
    Sigo o fumo como uma rota própria,
    E gozo, num momento sensitivo e competente,
    A libertação de todas as especulações
    E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

    Depois deito-me para trás na cadeira
    E continuo fumando.
    Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

    (Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
    Talvez fosse feliz.)
    Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
    O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
    Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
    (O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
    Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
    Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
    Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

     

    Álvaro de Campos, 15-1-1928



Escrito por João Paulo / Alexandre Silva às 09h39
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A ALMA IMORAL

A atriz Clarice Niskier adaptou para o Teatro o livro “A Alma Imoral” de Nilton Bonder, (peça no qual ainda irei assistir)com o objetivo de mobilizar o pensamento e a emoção do espectador contemporâneo. “A Alma Imoral” desconstrói e reconstrói conceitos milenares da história da civilização. Conceitos de corpo e alma, certo e errado traidor e traído, obediência e desobediência. É um espetáculo que tem como base histórias do Velho Testamento, parábolas de sabedoria judaica, além de informações históricas e científicas. O monólogo aproxima temas como religião e biologia. Nos mostra que a consciência humana é formada desta descoberta fantástica de que nossa tarefa no mundo não é apenas a da procriação mas, nas condições certas e na medida certa, a de transcender a nós mesmos. Essa necessidade de transcendência, muitas vezes vista como uma forma de “traição”, será sempre vital para a continuidade da espécie. Este é o conceito de alma: uma força “traidora” que traz o poder das instruções do futuro, colaborando com a evolução da espécie.
Enquanto as tradições trazem o poder das instruções do passado, colaborando com a reprodução da espécie. Manter a tensão e a dependência consciente entre essas duas grandes forças é o desafio do Homem em suas relações pessoais e sociais. Manter em constante diálogo nossas forças conservadoras e transgressoras é a possibilidade de vivermos num mundo menos violento, num mundo onde conflitos, medos e receios também existam, mas onde a tolerância ocupe um lugar privilegiado.

O olhar confere ao mundo externo um lugar interno: e a arte, em particular o teatro, é um espelho destes olhares. O olhar que desbrava, o olhar que julga, o olhar que escolhe não olhar. Clarice, a atriz, se faz reflexo e transforma um texto - um lugar mental - num olhar. Sua coragem e sensibilidade dão corpo às palavras. Palavras estas da Alma Imoral, um texto sobre sagrado e o reverso do sagrado. Sobre a Alma sagrada e etérea como o pensar e as palavras, cujo reverso do sagrado é o corpo e seu gestual. Quem é o moral e quem é o imoral está no olhar, na retina que inverte imagens e nos permite interpretar o mundo, enxergá-lo. 

FONTE: www.almaimoral.com.br

 



Escrito por João Paulo às 11h01
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